Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

Da questão da realidade do slot

A publicação de um artigo na revista Topos & Clássicos deste mês, escrito pelo nosso companheiro Mário Rosas que pretendeu dar uma visão independente da forma como o nosso hobby tem evoluído ao longo dos últimos três anos, foi sujeito a interpretações que ultrapassam grandemente o alcance das suas palavras. De facto, o autor demonstra que a existência de pessoas com boa vontade em organizar eventos, campeonatos ou provas de slot individuais, deve se encarada como uma mais valia e aproveitada por todos em defesa do desenvolvimento da modalidade.

A organização do Memorial Carpinteiro Albino e a fundação da Academia Slot Clube, referidas no artigo, são exemplos importantes a considerar: o primeiro porque teve a "ousadia" de organizar uma prova de rally que passou por muitos dos locais onde praticamos; a segunda porque está imbuída de um espírito que contagia quem participa nas provas que organiza. No entanto, nem o Memorial nem a Academia "inventaram" o formato. Já antes outros companheiros organizaram, e continuam a organizar, provas e campeonatos com a mesma abrangência e muita visibilidade que alguns agora parecem querer esquecer. Só alguns como exemplo: Ronda da Amizade, Slot Século XXI, Campeonato Interpistas Renault Clio Cup, ResisTejo, Regional de Rally. E depois temos os eventos que se caracterizam pelo seu aspecto único e anual e que, habitualmente, também têm grande adesão por parte dos praticantes: o Lisboa-Dakar, o Raid do Cartaxo, as 24 Horas do Porto.

Existe, porém, um aspecto que não podemos descurar: nenhum deste campeonatos ou eventos existia sem dois factores preponderantes: o primeiro, que é comum a todos, a carolice e boa vontade de alguns em organizá-los; o segundo, espaços por onde os campeonatos possam passar. E, claro, pilotos para tornarem esses campeonatos um sucesso.

Por isso, só da união entre os espaços e os organizadores poderá resultar algo de efectivamente positivo que contribuirá para o desenvolvimento da modalidade e para a existência de provas mais concorridas. E nada precisa ser "supra-pistas",como um companheiro afirmou num fórum que consultamos, nada necessita ser tão superiormente excelente que parece que não necessita dos outros para existir.

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