Ontem fui realizar o primeiro rally que o nosso amigo e companheiro Emílio Domingos organizou nas suas novas instalações em Torres Vedras.
Quem me conhece, sabe que eu gosto sobretudo é de velocidade. Mas tenho de confessar que me divirto bastante num rally, principalmente na escala 1:24 que dá um verdadeiro prazer pilotar por sinuosos traçados, limpos ou sujos.
Em primeiro lugar, quero discorrer algumas palavras sobre o novo espaço OSC. É agradável, amplo e luminoso e a forma como o Emílio e a Paula me recebem fazem-me sentir em casa. Os troços, repletos de "neve", em quantidade de três, eram técnicos e com muito boa condutividade de corrente, fruto, creio, de se utilizarem apenas calhas da Ninco e do cuidado que foi posto na sua construção/montagem.
Em segundo lugar, a preparação da prova. Andei, nas semanas anteriores, a olhar para as prateleiras para ver que modelos podia utilizar nesta prova, sem haver necessidade de grandes e complicadas preparações (ainda por cima não dominando eu muitos dos truques conhecidos de pilotos mais frequentes).
Para a escala 1:24 a escolha foi fácil: tenho dois WRC, um Peugeot 206 com um chassis da MSC, que não me apetecia nada meter na "neve", e um Peugeot 307 com um chassis Avant Slot. A escolha incidiu neste último que foi, assim, equipado com umas jantes e pneus da PKS para enfrentar com mais à vontade o rigor dos troços monegascos.
Para a escala 1:32 decidi-me por correr em Clássicos, Grupo N e Ninco WRC. Para clássicos utilizei finalmente e pela primeira vez um Peugeot 205 T16 da Spirit, decoração Gauloises, que já há anos "habitava" o meu espólio à espera de uma oportunidade para demonstrar as suas potencialidades. Olhei bem para ele e conclui que o melhor mesmo era deixá-lo ir de "caixa", montando um motor NC5 e uns pneus PKS nas jantes de alumínio que equipam o modelo originalmente. Para o Grupo N decidi levar à sua primeira prova o meu Peugeot 207 da Avant Slot. Montei um motor NC5, umas jantes da Sloting Plus e uns pneus PKS, deixando a transmissão de origem. Para o Ninco WRC peguei num recente Citroen C4, retirei-lhe o interior, montei uma bandeja e vidro de lexan (como permitia o regulamento), troquei os amortecedores da frente para a traseira e vice-versa. Ainda inseri uns eixos calibrados e umas jantes de 16', ambos da Ninco, deixei-lhe o motor (NC5) com pinhão de 10 e uma cremalheira de 26 da Sloting Plus. Optei por não aligeirar o chassis (como permitia o regulamento). Em vez disso coloquei-lhe cerca de uma grama de cada lado para lhe dar alguma estabilidade.
Quanto à prova, propriamente dita, decidi começar com o carro que considerava mais lento. Exactamente o Clássico Grupo B Peugeot 205 T16. Não estive longe da verdade. O carro arrastava-se pelo traçado, um pouco saltitão, com muito pouca tracção à frente. Os tempos não saíram e, quando reparei, estava em último da geral. Serviu apenas para conhecer os truques das pistas e para tentar fazer melhor com as próximas classes.
A seguir levei para a pista o Grupo N Peugeot 207. Tenho de confessar que foi uma agradável surpresa ver e pilotar este carro. Tracção conveniente, nem demais nem de menos. Velocidade e estabilidade muito boas. Ora estes aspectos resultam em confiança por parte do piloto que cada vez pretende fazer melhor e os tempos começaram a sair. No final, surpresa das surpresas... estava na frente da classe, acima de pilotos bem mais conceituados e experientes do eu.
Foi a vez de experimentar o Ninco WRC Citroen C4. Com a confiança no máximo, fruto da boa prestação no Grupo N, tentei fazer ainda melhor com este. Logo de início senti que tal não era possível, pois o patilhão, que não tinha sido devidamente "tratado", prendia um pouco a frente do carro, limitando a sua velocidade em recta e as entradas nas curvas. Apesar disso, consegui fazer os três troços sem sair uma única vez e posicionar-me em quinto lugar na classe.
Deixei para o fim o 1:24 para, assim, poder aproveitar o melhor conhecimento dos troços. De facto, ver evoluir um 1:24 pelos belos troços cheios de "neve" é uma visão que nada tem a ver com os 1:32. Os carros "enchem" a pista e têm um comportamento muito similar à escala 1:1 e, talvez por isso, retira-se um imenso prazer da sua condução, independentemente do resultado final que se alcance. Com apenas uma saída na ponte do primeiro troço - uma escorregadela levou a frente a bater no "muro" - a prova também me correu bastante bem, à semelhança do que tinha acontecido com o Grupo N. No final encontrava-me na liderança com um segundo sobre o meu amigo Luís Santos que também pilotou um carro idêntico.
Para terminar, experimentei um X Slot da Ninco. Tratava-se de um Ferrari F430 preparado pelo Emílio que evoluía com o à vontade possível, considerando que se tratava apenas de um tracção traseira. Valeu pela experiência. Além do mais, não sei que resultado alcancei nesta classe.
Uma palavra final para os Jaguares que José Pedro Gil, o Mário Rosas, o Eduardo Jorge (que tive o prazer de conhecer pessoalmente) e o Rui Ramos levaram a Monte Carlo. Belaos modelos que não deram problemas de travões nem tiveram chatices de sobreaquecimentos. Os Big Cats são máquinas intemporais que decoram qualquer rally ou circuito por onde passem com uma pitada de realeza que muitos dos outros, mais plebeus, não têm.
Também gostei de ver os Lancia que o Isaque Avelino e o Paulo campos levaram a este Monte Carlo. O primeiro com um belo 037 da Fly, o segundo com um extraordinário e "luminoso" Delta S4 da SCX.
Vou começar a preparar o próximo rally. A ver se consigo fazer melhor.

Estou precisando de informacoes sobre os slot de escala 1:28 da ninco, estou querendo comprar estes carros para poder digitalizar e andar na minha pista digital estou pesquisando e ate agora nao vi nada sobre este carros digitais e os seu aceleradores sem alguem tenha algum conhecimento sobre esse assunto por favor me mande essas informacoes para eu poder comprar os carros certos.
ResponderEliminarum abraco,
Andre (Brasil)
Caro Anónimo (?)
ResponderEliminarO carro que vê na foto foi emprestado pelo proprietário do espaço e foi simplesmente experimentado por mim.
Não sei se estes carros podem ser digitalizados. Calculo que sim.Se, de facto, o puderem ser, bastará colocar o kit de digitalização, o respectivo patilhão e, depois, rezar para que ele se matenha na calha.
Pessoalmente não gosto do chassis e não devo ser o único porque ainda não vi ninguém a participar em provas com esta escala e estes modelos.