domingo, 21 de março de 2010

Radical SR9 - Scaleauto

O presente que recebi no dia do pai foi o recente Radical SR9 e que é o segundo modelo proposto pela Scaleauto para fazer o pessoal gastar mais umas coroas.


Não sendo a decoração mais bonita ou mesmo mais representativa, esta apresenta o carro que correu nos 1000 km de Barcelona de 2008 e que disputou o campeonato LMP2 nesse ano. Trata-se da equipa Bruichladdich, que tem como negócio principal a comercialização e destilação de Scotch Whisky, e que terminou a corrida em 15.º lugar.


A carroçaria está bem acabada e é bem melhor que algumas carroçarias do Toyota GT-One que vinham completamente empenadas. A tampografia é a correcta e o brilho é muito bom. Os diferentes apêndices - espelhos, asa traseira e aletas dianteiras - estão bem seguros e poderão suportar um despiste "normal" sem se partirem.

O chassis é muito semelhante ao do Toyota GT-One e já vem preparado para receber suportes de motor anglewinder, embora a altura da carroçaria na zona do motor apenas permita montar motores flat. O eixo da frente é passível de ser afinado em altura através de parafusos m2 inferiores e superiores. O patilhão é o vermelho da mesma marca. Vem equipado com um motor SC-0011 de 20,000 rpm a 12v e 250 gr/cm e com uma transmissão composta por pinhão de 9 dentes e cremalheira de 27 dentes. Os eixos são em aço calibrado, mas as jantes, de 17', são de plástico com pneus que eu presumo serem Scaleauto, uma vez que não trazem qualquer identificação.


Todo conjunto bascula convenientemente, não havendo prisões a nível dos encaixes.

A carroçaria é muito leve, pesando apenas 15,8 gr, podendo ficar mais leve quando for disponibilizado um cockpit em lexan. O chassis pesa 65,9 gr, tendo, assim, um peso total de 81,7 gr, o que já é bastante competitivo mas que pode baixar se utilizarmos material de específico.


No intuito de levar o carro para a pista para fazer um "teste de estrada", fiz uma preparação básica que, para já, apenas incidiu na afinação da basculação do berço do motor e na utilização de outras jantes, umas NSR com pneus ultragrip atrás e umas Avant Slot de plático que "canibalizei" de um outro modelo (não gosto especialmente de jantes tão pequenas nestes modelos porque desvirtua bastante o aspecto, mas como era as que tinha à mão montei-as para ver como se saíam).


Se tiver oportunidade, darei conta posteriormente desse teste e doutras modificações que possa fazer. De qualquer modo, pelo aspecto do modelo posso concluir que será um carro a ter em conta nas grelhas de LMP 1 e 2 e que poderá dar cartas nas classificações finais, tal como o Toyota GT-One que desde há muito tempo, desde a altura dos modelos Proslot, é um dos candidatos às vitórias nas corridas onde pode entrar.

domingo, 14 de março de 2010

Ford RS200 1:24 - Avant Slot

Com o crescente interesse pelas competições de rally, nomeadamente com a utilização de modelos à escala 1:24, faltava-me um modelo que se enquadrasse na categoria de clássicos. Tenho um Peugeot 307 WRC da Avant Slot preparado para piso sujo e tenho um Peugeot 206 WRC com chassis MSC preparado para piso limpo.

Com o primeiro corri já dois rallys no OSC e com o segundo corri três rallys: um por altura do Estoril Summer Festival, outro no LSC e ainda outro, mais recente, na JP-Racing.

Tenho ainda na minha posse uma estupenda e belíssima carroçaria de um FIAT 131 Abarth preparada para montar um chassis. Provavelmente, assim que as finanças o permitirem, monto um chassis MSC para correr em piso limpo.

Ora tal significa que esta recente aquisição, o Ford RS200 de Grupo B, estará destinado a passear a sua classe pelos pisos sujos que se lhe apresentarem pela frente.

Considerando a boa qualidade geral do Peugeot 307 WRC da Avant Slot, este Ford RS200 apresenta uma qualidade muito semelhante. A carroçaria, desta vez em resina, está bem acabada, sem rebarbas ou "grossuras" desnecessárias tão próprias de carroçarias fabricadas neste material. A decoração, não sendo das mais bonitas, representa um carro usado por Carlos Sainz e Luis Moya em 1987 e parece correcta com a tampografia bem colorida e brilhante. O único aspecto que considero menos bom é o tamanho dos espelhos laterias que me parecem um pouco exagerados, além de estarem fixos à carroçaria (fazendo mesmo parte dela). Isto poderá fazer com que se partam numa saída mais violenta. Felizmente que existem processos relativamente simples de resolver estes pequenos problemas: basta cortar os espelhos e colar um pouco de borracha ou espuma de alta densidade. Desta forma já podem absorver qualquer impacto sem se partirem. O habitáculo é de lexan, assim como os vidros. Uma forma de tentar tornar a carroçaria mais leve. Aliás o peso da mesma é de 66,2 gramas, o que não me parece ser nada exagerado.


O chassis é o habitual da Avant Slot fornecido com as versões do Peugeot 307 WRC. Robusto, com inúmeras possibilidades de afinação de onde se destacam a intensidade da mola do braço basculante, a basculação do eixo dianteiro, a altura do chassis à pista, entre outras. O carro vem equipado com um motor de caixa curta Avant Slot Wizard com 25,000 rpm a 12V montado em posição lateral com um pinhão de 9 dentes e uma cremalheira de 44 dentes. Não gostei do facto da cremalheira ser praticamente do tamanho da roda e de a posição de ataque ser exactamente no fim do pinhão.

O carro vem ainda equipado com jantes e pneus de borracha PKS, trazendo um par de poleias de plástico com o respectivo elástico para levar a tracção ao eixo da frente.

Em pista, e completamente de caixa, o carro leva-se com alguma dificuldade. Muito preso, o modelo evolui com lentidão pela pista, mesmo em voltagens mais elevadas. precisa, portanto, de algum trabalho nomeadamente na afinação da altura do chassis à pista e respectiva basculação do eixo dianteiro e, também, na escolha de uma relação diferente (talvez um pinhão de 10dentes e uma cremalheira de 42, para experimentar).

Tudo isto faz parte do slot. A preparação de uma carro é fundamental, assim como a sua testagem para ver a evolução e concluir se as transformações deram resultado ou não. Vou fazer uns ensaios e depois coloco aqui as minhas conclusões.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Renault Mégane Trophy Ninco

Com o apoio do representante da Ninco em Portugal, o amigo João Costa, o AESlot Club decidiu organizar um troféu com os novos Renault Mégane Trophy Ninco.

Ora estes modelos pertencem à categoria Ninco 1, o que significa que são mais baratos que os restantes, não tendo qualquer interior (ainda bem, porque assim ficam muito mais leves) e sendo propulsionados por um motor Ninco 1 com umas "fantásticas" 16.000 rpm.

Quando comprei o carro fiquei surpreendido com a qualidade da carroçaria e da tampografia, sendo estas ao nível do melhor que a Ninco faz. O chassis também se encontrava direito e as jantes, de plástico, nem estavam muito empenadas, Portanto, o conjunto surpreendeu-me pela positiva, considerando o preço que custou.


O regulamento decidido para este troféu não permitia muita coisa. Tinha de se utilizar o mesmo motor, a mesma relação, o mesmo patilhão, os eixos, as jantes tinham de ser as do modelo ou semelhantes em tamanho, podendo ser rectificadas de modo a minorar empenos, os pneus tinham de ser os do modelo ou outros da marca Ninco, podendo ser rectificados. Era também permitido a inclusão de pesos e a limitação do jogo vertical do eixo dianteiro.

Foi nesta base que preparei o meu carro. Quando o levei para a pista a primeira vez o seu comportamento era bastante são e previsível, notando-se uma ligeira tendência de sair de frente, em virtude do excesso de apoio dianteiro, coisa que foi resolvida levando os pneus da frente à máquina mais uma vez.

O problemas deste carro é mesmo o motor e o facto de não podermos "mexer" na relação. O carro é lento e, para tentar aproveitar ao máximo a pouca "largura de banda" do motor, tive de tirar todo o travão ao punho e colocá-lo o mais rápido possível em termos de resposta.


Apesar disso, as corridas são interessantíssimas e muito emotivas. Uma saída custa logo uma enormidade de pista e, habitualmente, existem vários pilotos a acabarem as corridas na mesma volta.

Uma coisa que se nota é que existem motores mais preguiçosos que outros. A mim, calhou-me um desses e tenho de lutar volta a volta para não perder o contacto com os mais rápidos. Na maior parte das vezes tal não é possível, mas é muito divertido.

terça-feira, 9 de março de 2010

ResisTejo 2009 - Um balanço final

O ResisTejo 2009 acabou no passado sábado com a realização da última prova no Slot Model Racing. Foi mais uma prova que decorreu muito bem, como aliás tinham decorrido todas as outras que se realizaram antes: Slot Car Clube de Lisboa, AESlot Club, Speed SlotCar Mafra, RGP SlotCenter e Adrenaline SlotRacing.

O balanço que eu posso fazer como piloto e membro de uma equipa participante é muito positivo. As diferentes provas realizaram-se com muita competição (saudável), muita amizade e respeito mútuo, o que significa que, acima de tudo, me diverti. E o divertimento e bem-estar é exactamente o que procuro neste hobby de competição: participar, tentar fazer cada vez melhor, chatear os meus amigos/adversários quando consigo ficar na sua frente, ser chateado por eles quando acontece o contrário e, no fim, ir beber um copo, um café ou comer um bitoque às 2 da manhã num recôndito e dúbio restaurante em qualquer lado. É assim que vejo o slot e é talvez por isso que me dou ao "trabalho" de pôr a rolar este campeonato.

Como organizador também tenho uma visão muito positiva da forma como correu o campeonato. Em primeiro lugar fui superiormente recebido e tratado com muita amizade em todos os espaços por onde ele passou. Por isso um agradecimento e um forte abraço a todos os responsáveis das pistas: Joaquim Ramalho, Victor Godinho, Luís Lopes, José Ribeiro, Américo Penedos, Victor Tiago, Rui Pinho, Joachim Fell e João Angeja. Em segundo lugar o clima de amizade que os pilotos e equipas participantes criaram em redor das provas foi uma mais valia, fazendo com que cada uma fosse uma referência de fair play e civismo. Por isso também um forte abraço a todos os participantes.

Existem sempre aspectos a melhorar e já sei nunca conseguimos agradar a gregos e a troianos (e quando tal, porventura, acontece, lá aparecem os macedónios a estragar). Mas se todos colaborarmos, nem que seja só um bocadinho, certamente que as coisas decorrerão sempre melhor e serão mais agradáveis para todos.

Agora, há uma coisa que não podemos esquecer: é que o slot em geral e o ResisTejo em particular é uma competição. É aquilo a que sempre chamámos, e de que sempre gostámos, de "corridas de automóveis". E aqui existem vencedores e vencidos e estes últimos serão sempre em maior número que os primeiros.

Na parte que me toca não me importo de fazer parte do rol dos vencidos. O que me importa realmente é passar um bom bocado, fazer cada vez melhor e divertir-me com pessoas que respeito. É o que me move e é por isso que continuarei a organizar o campeonato, nem que seja por apenas mais uma edição.

quarta-feira, 3 de março de 2010

InterClubes 1:28 - Renault Mégane Trophy PN Slot

O AESlot Club, o Slot Car Clube de Lisboa e o Speed SlotCar Mafra decidiram organizar um campeonato em conjunto, utilizando os recentes chassis da PN Slot e carroçarias do Renault Mégane Trophy da TRP Scale. O campeonato teve o apoio de papponni, representante e distribuidor das referidas marcas no mercado português.

Os objectivos do campeonato eram simples, assim como o seu regulamento. Pretendia-se realizar corridas de baixo custo, uma vez que já se iria "investir" alguns euros no chassis e na carroçaria. Por isso se utilizou o motor que acompanha o chassis e as inscrições das corridas foram sempre pagas ao clube de origem de cada piloto, independentemente do espaço onde se realizasse a prova.

Desportivamente o campeonato foi bastante bem sucedido. Envolveu um total de 32 pilotos (embora nem todos tenham realizado todas as provas) que demonstraram um grande equilíbrio em pista, fazendo corridas muito interessantes.

O ambiente vivido em todas as provas foi de grande amizade e divertimento, aspectos que têm pautado as últimas competições em que tenho participado ou que tenho organizado.

Acabei por ficar em quinto lugar com o mesmo número de pontos do meu amigo e companheiro Davide Santos. Nos lugares cimeiros ficaram o Joaquim Ramalho, que ganhou, o Luís Lopes e o Pedro Ribeiro. De notar que as seis provas tiveram cinco vencedores diferentes e grandes diferenças de posições de prova para prova, o que atesta a competitividade dos pilotos e máquinas.

No meu caso, divido este campeonato em duas partes: as três primeiras corridas, que nem me correram nada mal, e as três últimas nas quais tive bastantes problemas com carro. Foi, aliás, uma péssima classificação na quarta prova que ditou, definitivamente, o meu lugar final no campeonato. De qualquer modo, divertia-me sempre mais do que me aborrecia pelas minhas piores prestações.

Acho este chassis bastante interessante, mais pela sua versatilidade do que pelas suas performances. Desde há muito tempo que se organizam provas no AESlot Club com esta escala, utilizando chassis Plafit. Portanto, a comparação é inevitável. O chassis Plafit, nas suas diferentes referências, ganha em performance e em possibilidade de afinação, perde em dificuldade de montagem e no tempo que muitas das vezes temos de perder a pô-lo a andar como deve de ser. O PN Slot ganha em facilidade de montagem e de afinação e as performances, com motores adequados, não são nada de desprezar, sendo mesmo muito competitivos.

No final, acabei por ser recompensado pela sorte: das três carroçarias a sortear entre todos os pilotos que tivessem realizado pelo menos cinco das seis corridas, oferecidas por papponni, calhou-me uma: precisamente a amarela do Renault Mégane Trophy. O Joaquim Ramalho, justo vencedor do campeonato, também foi bafejado pela sorte e arrecadou a carroçaria preta e branca do mesmo modelo, tendo o Pedro Ribeiro ganho a carroçaria do McLaren F1 da iWeaver.

Espero com antecipação a realização do próximo campeonato que, ao que tudo indica, será realizado com carroçarias de GT.

Vamos ver como vai correr esse.