O presente que recebi no dia do pai foi o recente Radical SR9 e que é o segundo modelo proposto pela Scaleauto para fazer o pessoal gastar mais umas coroas.
Não sendo a decoração mais bonita ou mesmo mais representativa, esta apresenta o carro que correu nos 1000 km de Barcelona de 2008 e que disputou o campeonato LMP2 nesse ano. Trata-se da equipa Bruichladdich, que tem como negócio principal a comercialização e destilação de Scotch Whisky, e que terminou a corrida em 15.º lugar.
A carroçaria está bem acabada e é bem melhor que algumas carroçarias do Toyota GT-One que vinham completamente empenadas. A tampografia é a correcta e o brilho é muito bom. Os diferentes apêndices - espelhos, asa traseira e aletas dianteiras - estão bem seguros e poderão suportar um despiste "normal" sem se partirem.
O chassis é muito semelhante ao do Toyota GT-One e já vem preparado para receber suportes de motor anglewinder, embora a altura da carroçaria na zona do motor apenas permita montar motores flat. O eixo da frente é passível de ser afinado em altura através de parafusos m2 inferiores e superiores. O patilhão é o vermelho da mesma marca. Vem equipado com um motor SC-0011 de 20,000 rpm a 12v e 250 gr/cm e com uma transmissão composta por pinhão de 9 dentes e cremalheira de 27 dentes. Os eixos são em aço calibrado, mas as jantes, de 17', são de plástico com pneus que eu presumo serem Scaleauto, uma vez que não trazem qualquer identificação.
Todo conjunto bascula convenientemente, não havendo prisões a nível dos encaixes.
A carroçaria é muito leve, pesando apenas 15,8 gr, podendo ficar mais leve quando for disponibilizado um cockpit em lexan. O chassis pesa 65,9 gr, tendo, assim, um peso total de 81,7 gr, o que já é bastante competitivo mas que pode baixar se utilizarmos material de específico.
No intuito de levar o carro para a pista para fazer um "teste de estrada", fiz uma preparação básica que, para já, apenas incidiu na afinação da basculação do berço do motor e na utilização de outras jantes, umas NSR com pneus ultragrip atrás e umas Avant Slot de plático que "canibalizei" de um outro modelo (não gosto especialmente de jantes tão pequenas nestes modelos porque desvirtua bastante o aspecto, mas como era as que tinha à mão montei-as para ver como se saíam).
Se tiver oportunidade, darei conta posteriormente desse teste e doutras modificações que possa fazer. De qualquer modo, pelo aspecto do modelo posso concluir que será um carro a ter em conta nas grelhas de LMP 1 e 2 e que poderá dar cartas nas classificações finais, tal como o Toyota GT-One que desde há muito tempo, desde a altura dos modelos Proslot, é um dos candidatos às vitórias nas corridas onde pode entrar.

Parabéns! Belo trabalho.
ResponderEliminar