terça-feira, 28 de setembro de 2010

Do melhor ao pior

O passado fim-de-semana foi exemplo do melhor e do pior... do saborzinho doce que sentimos quando as coisas nos correm bem ao gosto amargo da desilusão.

Mas comecemos pelas coisas boas.

Na sexta-feira, dia 24 de Setembro, teve início no AESlot Club o Campeonato Grupo C inserido no InterClubes 1:28. Este campeonato é já o terceiro que o AESlot Club, o Slot Car Clube de Lisboa e o Speed SlotCar Mafra organizam em parceria. O primeiro foi o Renault Mégane Trophy e o segundo o Campeonato GT de resistência. Qualquer destes três campeonatos tem como base a utilização de chassis PN Slot e motores iguais, fórmula que, aliada ao número significativo de participantes, considerando a realidade dos três clubes, permite o desenvolvimento de corridas muito animadas, emotivas e, sobretudo, divertidas, em que a luta pelo lugar, seja o primeiro ou o décimo quinto, se revela sempre muito interessante de seguir.

Para esta primeira prova alinharam dezanove pilotos. Algumas caras novas, algumas ausências que, certamente, irão deixar de o ser na próxima prova. Os pilotos foram divididos por três mangas, partindo-se da classificação do Renault Mégane Trophy.

A primeira manga viu os pilotos Francisco Chambel, António Nunes, Miguel Costa, Sérgio Fernandes, Eurico Ramalho, Fernando Santos e Luís Santos abrirem as "hostilidades". Luís Santos começou com um andamento que lhe permitia aspirar a uma classificação final nas primeiras posições, mas foi traído pelos cabos de alimentação do seu carro que decidiram saltar do respectivo patilhão, condicionando o seu resultado final. Outro azarado desta manga foi Miguel Costa, que não conseguia fazer com que o seu Porsche 962C respondesse como devia, facto que se deveu a uma cremalheira que insistia em desapertar-se. Fernando Santos acabou por ganhar a manga seguido de António Nunes e Eurico Ramalho. Luís Santos, Francisco Chambel, Sérgio Fernandes e Miguel Costa ficaram logo atrás.



Na segunda manga correram André Ferreira, Victor Godinho, Victor Tiago, Carlos Antunes, Artur Oliveira e Américo Penedos. E foi precisamente o piloto fundador do AESlot Club, Américo Penedos, que deu o mote para esta manga, e para o resto da corrida, impondo um andamento muito forte e criando alguma distância para os seus mais directos adversários. No final dos trinta minutos, Américo Penedos, realizando 229 voltas, pressionava directamente os pilotos da manga seguinte. O piloto do AESlot foi seguido por André Ferreira, Victor Tiago, Artur Oliveira, Carlos Antunes (todos com o mesmo número de voltas do vencedor da manga anterior, Fernando Santos, com 218 voltas) e Victor Godinho.


A última manga incluía os pilotos que tinham obtido a melhor classificação nos Renault Mégane Trophy. Assim, Luís Lopes, Davide Santos, eu próprio, Luís Tavares, Paulo Soares e José Ribeiro tinham a missão de tentar alcançar e ultrapassar o registo de Américo Penedos na manga anterior. Como parti de uma calha rápida, a três, comecei a impor um ritmo muito elevado, tentando criar alguma distância para os meus directos adversários. Consegui um registo de 39 voltas na calha de saída, uma a mais que o Davide Santos, colocando-me na dianteira da prova. Na segunda calha ainda consegui manter a liderança, mas já com o mesmo número de voltas que o Davide. Logo desde aqui se percebeu que a vitória na manga e, ao que tudo indicava pelos andamentos impostos, na corrida ia ser disputada entre mim e o Davide. Este, com um carro que se revelava o mais rápido em pista (realizou, por exemplo, um tempo de 7,472 na calha 3) conseguia ultrapassar-me e colocar-se, assim na dianteira da prova. Como comecei a sentir perda de rendimento no meu motor, optei por fazer uma corrida mais segura, pilotando rápido, mas evitando obstáculos e as consequentes saídas de pista. Esta estratégia deu os seus frutos, uma vez que aproveitei umas duas saídas de pista do Davide para me colocar novamente na dianteira e gerir a prova do meu adversário e companheiro.


No final, terminámos ambos com 231 voltas, havendo uma diferença de 17 metros, mais ou menos meia pista. O terceiro lugar da manga foi para Paulo Soares, seguido de José Ribeiro e Luís Lopes, este último a braços com problemas de velocidade no seu Sauber Mercedes C9, que lhe condicionou um resultado mais de acordo com os seus pergaminhos.


Foi uma prova muito divertida, com o ambiente de  amizade do costume e que tem cimentado laços entre os frequentadores dos três clubes.

No sábado, dia 25, foi altura de rumar ao Oeste Slot Center, em Torres Vedras, e realizar o primeiro rally do campeonato de escuderias que o espaço está a promover. O AESlot Club constituiu a sua "divisão de rally", o AESlot Rally, que para esta prova fez deslocar, além de mim próprio, o Luís Santos e o André Ferreira.
Motivado pelas recentes prestações exactamente nas pistas do OSC, encarei este rally da Alemanha com seriedade, decidido a fazer o melhor possível.

Tal não aconteceu, fruto de alguma desconcentração e por motivos que se prendem com o facto dos carros escolhidos terem "vontade própria" e não andarem o que se esperava deles.

Decidi correr nas categorias Clássicos, com um BMW M1, N-GT, com um extraordinariamente lento Nissan 350Z, Grupo N, com o meu habitualmente rápido Punto Abarth, N-GT 1:24, com a estreia do Porsche 911 da Avant Slot, e WRC 1:24, com o meu Peugeot 206 WRC.

Podia estar aqui a escrever que esta classe correu melhor que a outra, ou que obtive um melhor resultado com este ou aquele carro. A verdade é que correram todas mal. Tão mal que até tenho dificuldade em encontrar-me na tabela classificativa.


O pior não é o resultado, pois quem me conhece sabe que não corro atrás de resultados, mas sim para me divertir. O pior foi exactamente o facto de não me ter divertido porque os meus carros e eu próprio não correspondemos às expectativas criadas.


De resto, o ambiente sempre cinco estrelas, com o Emílio Domingos incansável para que tudo corresse bem, o Luís Cardoso e o Miguel Ribeiro sempre bem dispostos e o Jaime Almeida a ser ele próprio, aquela figura de quem gostamos.


Enfim, há dias em que as coisas correm bem, outros há em que nem por isso.

Venha o próximo.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Troféu SlotAmizade

Pelo terceiro ano consecutivo o AESlot Club, desta vez acompanhado pelo Speed SlotCar Mafra, organizou o Troféu SlotAmizade, prova de comemoração de mais um ano de actividade do Club que tem o aliciante de ser gratuita e aberta a todos aqueles que desejem participar.


Este ano a prova dividia-se em duas etapas: a primeira no AESlot Club, no dia 17 de Setembro à noite, dedicada a uma corrida de velocidade com modelos clássicos; a segunda no Speed SlotCar Mafra que servia como inauguração dos troços de rally especialmente construídos para o efeito e que implicava três classes: Clássicos, Grupo N e WRC 1:24. A prova de clássicos servia ainda para definir os Campeões da Amizade, todos aqueles, enfim, que tivessem participado quer na prova de velocidade quer na de rally com modelos clássicos.

Na sexta-feira a prova decorreu num ritmo muito vivo e excelente entrega de todos os participantes à alegria e demonstração de grande companheirismo, valores pelos quais o AESlot Club e os seus sócios se têm vindo a "bater" desde sempre.

O parque fechado revelou-se de grande variedade, tendo os participantes trazidos modelos para correr e para mostrar.


No final, Davide Santos, Ricardo Inácio e Artur Oliveira dividiram entre si os lugares do pódio e receberam os prometidos prémios: uns vigorosos abraços de amizade que, aliás, foram distribuídos em grande quantidade por todos os que ali se encontravam.

No sábado, no Speed SlotCar Mafra, os pilotos começaram a aparecer por volta das três da tarde e daí até final toda a prova decorreu sem paragens.

O parque fechado também se revelou impressionante quer pela quantidade quer pela qualidade dos modelos apresentados.


Foi agradável ver jovens, alguns deles muito jovens mesmo, a participarem com empenho na prova e atingirem posições de grande destaque na classificação final.


Este vosso bloguista acabou por levar de vencida esta etapa, pilotando o seu Peugeot 206 WRC 1:24, sendo secundado pelos jovens Guilherme Domingos e Simão Santos. Aliás, se considerarmos a vitória de Emílio Domingos em Clássicos, seguido de mim próprio e de Simão Santos, os três vencedores diviram o pódio nas restantes categorias, Grupo N e WRC 1:24, trocando de lugar os jovens Guilherme e Simão no Grupo N relativamente à geral já anunciada. Novos valores aparecem no panorama do rallyslot.


Os Campeões da Amizade acabaram por ser Davide Santos, Luís Santos, eu, Paulo Soares, André Ferreira, Carlos Ferrari e Américo Penedos.

Mais imagens aqui.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

24 Horas do Porto 2010

Parece-me que estive presente nas 24 Horas do Porto 2010...

As fotografias dizem que sim; a lista de concorrentes falava de uma equipa SCCL 2 / Proslotcars.com (que teria feito uma prova para esquecer, quedando-se pela 23.ª posição final, fruto de imensos problemas com pneus e kit de luzes) da qual eu faria parte; pessoas há que juram pela alminha dos bisavós que me viram lá...


A verdade é que só me lembro de ir até Coimbra e ter acordado, no domingo, na área de serviço de Santarém da A1.

Tudo o que aconteceu entre esses dois momentos deve ser fruto da imaginação alheia ou pertencerá a uma outra dimensão.

Claro que já perceberam que estou a brincar e que tudo não passa de uma desculpa "esfarrapada" para esquecer a prestação da equipa a que, com muita satisfação, pertenci.

De notar que a nossa equipa, constituída por mim próprio, pelo José Ribeiro, pelo Carlos Afonso, pelo Francisco Chambel e pelo Frederico Brito, até nem começou nada mal. Um sétimo tempo da qualificação (obtido pelo vosso bloguista) trouxe alguma alma para as primeiras horas de prova. De facto, até começarem a existir e acentuarem-se os problemas de pneus, os pilotos que iniciaram a prova (eu e o Zé Ribeiro) conseguiram andar consistentemente entre os dez primeiros, o que parecia antever uma prova bem melhor que a do ano anterior.


Infelizmente não foi isso que se passou. Com um carro que teimava em queimar pneus cada duas horas e meia, foi preciso controlar de tal forma os andamentos que quebrou imenso o ritmo dos pilotos e começou a afundar a equipa na classificação final. Para ajudar, o kit de luzes teimava em não funcionar, fazendo com que as calhas nocturnas fossem um verdadeiro suplício. Não contando com as largas dezenas voltas perdidas a tentar repará-lo.

Enfim, umas vezes corre melhor, outras nem por isso. Esta foi uma das vezes "nem por isso".


Valeu pelo convívio com outros slotistas que se revêem nestes momentos. Valeu pelo facto de, pela primeira vez, ter conversado largamente com o dono de uma marca de slots, debatendo o nosso hobby do ponto de vista do fabricante e dos pontos de vista do utilizador  e organizador de provas. De facto, Miguel Miret, dono da Sloting Plus, mostrou-se sensível e muito atento aos meus pontos de vista, tornando a conversa muito afável e agradável.


Uma palavra para os meus amigos e nossos companheiros que também se deslocaram aqui do Sul para estas 24 Horas: os vencedores Proslotcars.com, que mostraram uma capacidade e gestão inigualável; os terceiros classificados SCCL 1 / Proslotcars.com que, com muito esforço e abnegação conseguiram alcançar o que inicialmente parecia impossível; os décimo terceiro classificados Slot Model Racing, cuja classificação não faz jus à extraordinária corrida que realizaram; os vigésimo segundo classificados SCCL 3 / Proslotcars.com, que com pilotos menos experientes tudo fizeram por uma melhor classificação; e os vigésimo sexto classificados SlotArrábida, obrigados a desistir por problemas de pneus.

Para o ano há mais.